terça-feira, 7 de abril de 2015

Joguei: Assassin's Creed IV - Black Flag

2 comentários

 Dessa vez não quis esperar o Platinum para fazer esse review...! E já vai um aviso, será o maior review que já fiz na vida (até eu postar o de Dynasty Warriors 8). Então peguem um cházinho, um pacote de Doritos, sente confortavelmente na cadeira e prepare-se para muito, muuuito texto.

Para aqueles que não têm minha conta na PSN adicionada (lazhiral), preciso contar que sou uma super fã da série Assassin's Creed. Venho jogando em sequência desde o primeiro (e saltei o III, que começo essa semana) e ainda tenho o gás da história, da jogabilidade e das músicas maravilhosas renovados a cada novo título experimentado.

O título dessa vez foi o BLACK FLAG, o quarto jogo da série linear numerada, que vem com a temática de Piratas! :D Sim, isso mesmo, o jogo é recheado de piratas, músicas de navegação, praias, tempestades, maresias, batalhas navais e água. Muita água (e nenhuma sereia, ok?)


Para cobrir tudo o que quero cobrir, dividirei o post em alguns tópicos:

HISTÓRIA

Tomarei certo cuidado para não deixar spoilers, mas como é inevitável nessa seção, deixarei escrito SPOILER em caixa alta toda vez que for falar algo que você não descobre nas primeiras cenas :)

ACIV traz consigo resquícios da maldição do Liberations: A história começa cheia de possibilidades, com base para uma storyline maravilhosa, muitos cenários abertos para desenvolvimento, mãaas... ele não é capaz de manter o mesmo ritmo ao longo das, mais ou menos, 20h de jogo. Se fizesse um gráfico (pessoal) da história, provavelmente seria algo assim:

O Mundo Real, ou seja, dentro da empresa Abstergo, começa cansativo. Você fica ansioso para ir logo para a ação, para se livrar dos longos diálogos e do bla bla blá interminável, mas com o passar da história, acaba ficando ansioso para voltar para o mundo real. Este tem o seu próprio ritmo cronológico e dá várias pistas a respeito do Observatório (alvo de interesse do Edward in-game). Com o passar do jogo, várias opções vão se desbloqueando dentro do prédio da Abstergo e os vários colecionáveis contendo fragmentos da história geral da série vão tornando o mundo real muito mais atrativo do que normalmente é. Outro ponto positivo para esse cenário é que você joga com... você. Isso mesmo. O jogo torna para primeira pessoa (aquela visão como se fôssemos os olhos do personagem) e nunca é revelado se somos homem ou mulher, alto ou baixo (mentira, somos mais ou menos da altura do Shaun de ACII), europeu ou indiano e por aí vai. Você é você, e os personagens tomam cuidado para não usar nenhum pronome demonstrativo de gênero!

De todo modo, no mundo real, fora da Animus, a história corre a respeito da própria Abstergo e seus projetos de coleta de material. Seu personagem é um pesquisador selecionado para testar a storyline de Edward e que acaba se envolvendo com um hacker "misterioso" que lhe guiará em busca da verdade por trás das paredes lustrosas da Abstergo. Alguns eventos e personagens são ainda relativos aos jogos anteriores da série, criando um gancho mais especial para esse modo.

Voltando à história principal, dentro da Animus e à respeito de Edward Kenway, o pirata-assassino-não-tão-legal-quanto-Ezio, temos dois momentos claros que podem ser divididos entre: Fatos sobre o solo e fatos em alto mar. Apesar de ser um jogo de piratas, com navios e muitas, mas muitas batalhas navais, você tem quase todas as CGs se passando em terra firme. Dentro do próprio navio são poucas as cenas de história que se desenvolvem, e acho que aí perderam uma chance bem legal de fazer do próprio navio um personagem mais chamativo ao invés de apenas um meio de transporte que chega a ser enfadonho mais para o meio da narrativa.

Falando em meio da narrativa, é justamente nesse ponto que a diversão (como mostrada no gráfico) despenca. O protagonista, perdido nos próprios objetivos, entra em um loop de suas próprias ações. Você só entende que esse ponto foi proposital quando ele finalmente acaba (e até quando outros personagens passam a questionar as atitudes do protagonista), mas é uma pena que, ao contrário do que aconteceu com Ezio, Edward demore demais para se dar conta do próprio erro, comprometendo o "recheio" da história.

[SPOILER] Para mim, o gancho para a história só voltou quando finalmente Edward decide se juntar aos Assassinos. Como muitos personagens mencionam ao longo da história, um homem às vezes ambiciona viver sob um credo ou uma ordem qualquer que dê sentido às suas vidas, e verdade maior não poderia ter sido dita, e exemplificada, a respeito do próprio andamento do jogo. Enquanto Edward parece perdido no seu desejo de alcançar o Observatório, que, até o momento que ele é encontrado, poderia ser apenas uma ilusão, outros personagens vão ganhando espaço e parecendo bem mais interessantes que o próprio protagonista (que está perdidão o tempo todo). A ambição desregrada de Edward (claro, ele vira um pirata, não vive sob regras até então) cansa. O que ele faria com o Observatório? Alguns personagens chegam a indagá-lo, e sua resposta é sempre "fazer muito dinheiro". Mas esse "fazer dinheiro" fica vago e despropositado quando você percebe que algo muito maior está acontecendo o tempo todo no jogo e você simplesmente não faz parte disso. O que eu não teria dado para jogar com Billy, Barba Negra ou mesmo Adéwalé que, mesmo grudado em Edward na maior parte do jogo, percebe essa movimentação por trás da visão do pirata-assassino e se envolve a tempo de salvar a própria personalidade.[/SPOILER]

Enfim, o final compensa muito desse "desmiolo", principalmente ao reforçar a personalidade de algumas das várias personagens esquecidas ao longo da narrativa, e a lição de moral deixada é sim a cereja do bolo. Os saltos temporais não têm o mesmo efeito da narrativa de Aveline, que parecia um grande quebra-cabeça com peças faltantes, mas constrói um background suficientemente coeso até mesmo para o jogador de primeira viagem.


EDWARD KENWAY
Edward é essencialmente diferente de todos os outros protagonistas até então. Ele não é formalmente um Assassino como Altair, Aveline ou mesmo Ezio (que também não começa sendo se você jogou Brotherhood.), e é claro que isso reflete (ou é consequência?) na personalidade avessa do personagem.

Ele não me cativou até o último momento do jogo, quando finalmente se dá conta dos próprios erros e decide que é hora de repará-los. Infelizmente, Edward, já era tarde demais para mim, e fui incapaz de te amar ;(

Ele é bruto e rude nos modos. E a Ubisoft foi muito feliz ao retratar isso nos gestos do personagem. Ao retirar uma pedra ou abrir uma garrafa ele muito se assemelha a um Viking desses de filmes antigos, que arranca as coisas com os dentes e senta de perna aberta sem cerimônia alguma.

O sotaque gostoso e o piratês (joguei em inglês, só pra lembrar) são fáceis de se reconhecer ao longo da história (e preciso comentar que a dublagem de AC quase nunca deixa a desejar), reconstruindo a personalidade de Edward. Ele é sonhador, irresponsável e extremamente ambicioso, e são essas três características que parecem construir o personagem em um primeiro momento. Seu amadurecimento é lento e desencadeado apenas por reviravoltas profundas na história, sendo forçado a mudar por conta das perdas que sofre. Mas isso, claro, não tira o mérito do personagem.

Ele ainda está longe de passar por cima do Ezio, na minha opinião enviezada de fã ;) , mas já ocupa a segunda posição de protagonistas favoritos da série.  (Também acho o Yusuf e o Leornardo mais legais que ele, mas...) Queria ter encontrado um Edward mais cínico, mais jovem, mentalmente falando. Infelizmente ele parece já ter nascido com 50 anos nas costas, e mantém um humor mais seco (será esse o tal humor britânico que não consigo entender?) ao longo da maioria dos diálogos.

E bem, para quem curte o estilo físico de Edward, não faltam Eye Candies :)

(Ainda tenho espaço para reforçar que trocaria todas essas cenas de fanservice dele por umazinha do Ezio?)

PERSONAGENS FEMININAS
Um ponto muito importante no jogo, e que não vejo muito falar por aí, é a respeito das personagens femininas presentes ao longo de toda a narrativa. Caroline poderia ser a primeira a ser citada aqui, mas pularei diretamente para Mary Read - a minha favorita desde a primeira vez que a vi.

Prepare-se que agora vem alguns [SPOILERS]. Mary, que você inicialmente conhece sob o pseudônimo de Kidd, é uma mulher, assassina e pirata que se traveste de homem na maior parte do tempo. Nenhum outro personagem parece se dar conta da verdadeira identidade de Mary (mesmo sendo óbvio desde a primeira vez que você a vê e escuta a sua voz).O que a confere certa liberdade para agir dentro do escopo dos Assassinos. [/SPOILERS]

Sem spoilers agora :)
Mary é uma mulher forte, de objetivo fixo. Não teria reclamado se houvesse sido ela a protagonista do jogo, já que  parece estar muito mais envolvida com os acontecimentos da storyline que o próprio Edward. A maneira firme com que defende seu credo lembra bastante os primeiros momentos de ACI, com Altaïr e todo o grupo de Assassinos que encontramos pela primeira vez. Ao longo de todo o jogo Mary tenta colocar algum senso na cabeça de Edward. Infelizmente só vemos resultado mais para o final da trama, o que desperdiça demais a personagem super interessante que criaram! Os encontros com ela vão se tornando cada vez mais escassos e o desenvolvimento de sua personalidade é relegado a segundo plano. Por vezes tive a impressão de que Mary servia como uma bússola para os fatos que circulam ao redor do Observatório, aparecendo apenas quando Edward não tinha mais nenhum outro recurso. Falando em Edward, o clima que criam entre os dois personagens é de uma camaradagem que não costumamos ver entre dois personagens de sexos opostos nos jogos. E não é só isso, Mary, ao contrário de outras mulheres figurantes como Cláudia e Lucrezia, não precisa ser carregada em momento algum do jogo (mesmo na última cena em que aparece, podemos perceber que a tentativa de salvá-la não se concretiza. Ela, literalmente, não foi salva por Edward em momento algum do jogo, mas realizou o contrário em diversos instantes.). Ela atua, até certo ponto, como a mentora que Edward precisava ter ao seu lado para se colocar em uma linha definida de propósitos. A distância entre os dois personagens certamente foi decisiva para o tal "recheio vazio" da narrativa.

  Mary tem a dose de cinismo e dissimulação que faltavam em Edward, e isso a teria feito uma maravilhosa protagonista.

 Mas bem, Mary não é a única personagem feminina de destaque em ACIV. Anne Bonny, uma NPC que começa meio tímida e que, ao longo da história, vai crescendo de maneira própria e muito sutil. Confesso que não prestei atenção nela até o momento em que você presencia uma conversa dela e Mary em segredo. Daí em diante fiquei impressionada com as várias vezes em que estive em contato com Anne mas não havia me dado conta.

Ela começa como uma simples atendente de bar e vai evoluindo, provando-se muito mais corajosa e mentalmente resistente que boa parte dos outros personagens. Ela é mais uma personagem independente (independente também sexualmente, se é isso que você queria ler), que vai mostrando um posicionamento avesso aos costumes da época e que, mesmo assim, parece não se importar muito, tomando decisões e atitudes que não esperamos.  Ela não cede aos pedidos de Edward nem de nenhum outro homem, mas age, no final, de acordo com os seus próprios desejos.

E claro, Melanie. Sua guia e mentora dentro da Abstergo, responsável por toda a explicação do funcionamento da empresa e ponto chave para a história dentro do escritório:


EM ALTO MAR


 Como já disse antes, boa parte do jogo passa em alto mar, dentro do Jackdaw, o seu navio. No início ele começa bem fraquinho e entrar em combates será doloroso e cansativo. Não só isso, tentar completar 100% nas missões na primeira vez, usando o navio, será terrivelmente frustrante.

Mas nada temas! Com o avançar da história, e com o investimento certo, logo logo Jackdaw se torna uma máquina mortífera incrivelmente eficaz. Ok, nem tanto, mas, pelo menos, você vai poder destruir os navios menores só trombando neles.

O cenário enquanto está no mar é incrível. Impecável. Maravilhoso. Astonishing!

Dentre todos os ambientes do jogo, o alto mar com céu limpo é, de longe, o mais fascinante. As ondas possuem variações aleatórias, espuma condizente com a movimentação local, tempestades variáveis, chuva, dia, noite, ventos fortes, maresia e, principalmente muita música! Toda vez que você viaja com o seu navio os tripulantes começam a cantar alguma canção (previamente coletada) tradicional. Falarei mais dessas "shanties" na parte de músicas desse review, mas já adianto que foi uma das coisas mais legais que colocaram nesse jogo

MULTIPLAYER
Comecei a gostar do Multiplayer depois de mais de 5 horas de jogo, quando finalmente habilitei as habilidades especiais e o modo Wolfpack. Nesse modo você joga em atividades colaborativas contra os NPCs. Ou deveria ser assim. Como acabo jogando no servidor Latino Americano, e não é novidade para ninguém o perfil de boa parte dos jogadores dessa região, o jogo termina sendo contra os seus próprios companheiros e a gulodisse deles em matar sem se preocupar com os pontos e a finalização do modo.

Sim, a falta de cooperação para as mais simples tarefas tira muito da diversão do multiplayer co-op (omg, era para ser Co-op!) e torna o processo de aumentar de nível muito mais trabalhoso e cansativo (principalmente se você está em busca do Platinum.

Falando em platinum, os trophies do Multiplayer estão relacionados ao seu nível (chegar ao 55), às habilidades e armas que você usa e a jogar em todos os modos disponíveis. Recomendo olhar a lista de troféus antes e não fazer como eu, que só foi olhar quando terminou tudo e descobrir que poderia ter economizado uns dois dias de jogatina se tivesse me concentrado em comprar as coisas mais úteis para o Trophy :(

(Por que não tem um Multiplayer de navios?)

MÚSICAS
Se você já conhece a franquia já deve estar careca de saber como as músicas são, essencialmente, a identidade do jogo. Em ACIV não é diferente, e desde a primeira tela de abertura do jogo você já é invadido pela música tema do jogo. (Se eu fizesse um jogo e fosse rica, certamente chamaria esse compositor abençoado que faz as músicas de Assassin's Creed)

Acho que nesse tópico, melhor do que escrever, eu deveria deixar aqui as melhores peças para você ouvir e tirar suas próprias conclusões:


Não só isso, o navio vem equipado com uma espécie de "rádio marítima". hehe, brincadeira, mas em alto mar os seus tripulantes todos cantam as chamadas "shanties", ou canções tradicionais de navios. Vou colocar aqui a minha a favorita, para você ter uma noção do que se trata:




Não é exatamente a respeito da música, mas uma coisa que achei bastante legal foi a opção de escolher a dublagem em português para todos os personagens! Minha conta é americana e o jogo, comprado pela PSN, é também de origem americana. Encontrar, mesmo nessas condições, a possibilidade de jogar na minha língua materna foi realmente legal. Acabou que enjoei nos primeiros minutos e acabei voltando para o inglês mesmo, que é impecável. De todo modo, as dublagens dos NPCs acompanham a localidade visitada, o que significa que, estando em um local de colonização portuguesa, você os ouvirá em português e, estando em um lugar de colonização espanhola, você os ouvirá em espanhol. Esse pequeno detalhe é uma das coisas que me faz amar demais essa série <3 A atenção aos detalhes e os pequenos mimos que podemos encontrar ao longo do jogo vão criando uma atmosfera maravilhosa de se estar!

TROFÉUS
Os troféus dessa vez não são tão easy-mode como os do Liberation, nem tão recheado de colecionáveis como o AC II. Boa parte está concentrada em investimento de materiais e tempo na melhoria de seu navio, exploração do mapa e, claro, avanço na história.

Até o presente momento estão me faltando os de completar as melhorias do navio,os objetivos em 100% e destruir os navios lendários (que provavelmente será a última coisa que farei).

Ah sim, dessa vez os troféus multiplayer existem, mas são mais simples que os anteriores (até então), requerendo apenas um monte de grind e paciência. Muuuita paciência. Justamente por conta disso procurei jogar nesse modo aproveitando do bônus diário de 2x na experiência. Daí jogava uma ou duas partidas por dia, juntando uma média de 40k de XP pelo modo Wolfpack. Cheguei no 55 sem muita dor e juntamente do avanço na história principal.

Eu daria dificuldade 5/10 nessa, mais pela necessidade de se juntar materiais para dar upgrade (o que achei chato e demorado) do que pela necessidade de habilidade manual do jogador mesmo. Arrisco a dizer que, no final, a platina depende um tanto mais de sorte do que de habilidade nata (não chegando a ser extremo como o One Piece Musou, por favor).

COLECIONÁVEIS
Enfim, uma das coisas mais legais desse jogo é a quantidade inesgotável de colecionáveis que não servem apenas para decorar ou deixar algo mais bonitinho, e sim para completar o background do cenário criado para Assassin's Creed como um todo. Até a metade do jogo eu estava me importando em coletar TUDO o que era possível, mas acabei deixando de lado coisas como baú e Animus Fragments que não davam, de maneira literal, conteúdo imediato.

Dentre os colecionáveis que dão conteúdo estão, fora da Animus, Hackear os computadores e coletar post-its pelo prédio. Já dentro da Animus você encontra garrafas com mensagens e manuscritos. De todos, hackear os computadores era o mais divertido, já que liberava conteúdo relativo aos outros jogos da série e sobre o destino de Desmond Milles após o final de ACII. Com o conteúdo liberado você tem acesso a diversas nuances da história que nunca foram explicadas, bem como insights dos livros e spinoffs da série.

A respeito dos fragmentos da Animus, prepare-se: estão todas espalhadas pelo imenso mapa do jogo, ficando não apenas nas cidades e localidades oficiais, mas também nas ilhas, espaços aleatórios no mar e debaixo d'água. No início eu estava bastante empenhada em coletar todas as que podia, mas assim que abri todo o mapa marítimo percebi que não haveria tempo nem disposição para pegar uma a uma. Mas, se você se divertiu coletando as 100 penas de ACII sem usar guia algum, certamente se divertirá buscando os fragmentos (que ficam marcados no mapa previamente!).
 
Por fim, minha avaliação:

História:
Personagens:
Movimentação:
Ambiente:
Música:
Diversão:
Final: 80/100

2 comentários :

  1. Já terminou mais esse? Você joga muito rápido! kkk
    Estava pensando em começar a série depois de ler suas postagens, você sempre fala desse jogo! Parece bem legal kkk

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    1. Começa sim Ana! Essa série é maravilhosa 8D Haha

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