quinta-feira, 14 de abril de 2016

Minha primeira viagem internacional – Do avião à imigração

7 comentários


Apesar de conhecer um monte de cidades do interior do país, eu não sou exatamente do tipo de pessoa viajada. Não que me falte vontade de conhecer outros lugares mais distantes, mas, geralmente, o transporte e o preço dessas viagens são de desanimar.

Essa, porém, foi uma chance única de conhecer um país com o qual eu sonho desde muito muito novinha. Tinha planos para uma viagem grande depois de passar no vestibular, quando o dólar ainda era pagável, mas acabei não conseguindo juntar o tanto de dinheiro necessário. Dessa vez, porém, eu fiz um planejamento bem mais cuidadoso e investi direitinho para ter o retorno que precisava para, finalmente, poder viajar para a Inglaterra.

 Ao longo desses dias talvez eu faça algumas postagens sobre os lugares que estou visitando (apesar de ser bem mais provável que eu não as faça!), usando o celular. Se não tiver notícias minhas por aqui você pode procurar pelo Snapchat “lazhiral".

Antes da viagem

Eu enrolei o máximo que pude para fazer as malas. Essa certamente é a pior parte da viagem, mas acabei aproveitando um checklist que fiz para quando viajei para São Paulo, e só adaptei para a quantidade de dias que iria ficar e para a temperatura média da Inglaterra. Ah! Claro que também tive de ficar atenta para as regras de viagens e bagagem internacional.

- Nada pode ter mais de 100ml líquidos ou pastosos na mala de mão (eu levei uma mochila);
- Dentro da mala despachada, pode ir líquido, mas só até 2L.
- Todas as coisas caras e eletrônicas devem ir na mala de mão, e precisam ser tiradas na revista.

Outra coisa que pegou antes da viagem foi a procura por maneiras de evitar o enjoo durante o vôo. Peguei um Dramin B6 (indicado para grávidas, e com menos efeitos colaterais), um limão fresco, gengibre, 8237923892 chicletes e balas etc.

De Confins para Lisboa

Embarquei no terminal 2 do Aeroporto de Confins em BH. Tava tão entupido de gente que literalmente não tinha onde sentar. Tinha gente pelas poltronas do café, nas cadeiras de preferencial, nos corredores e chão perto das portas.

Antes de sair eu li e reli a internet sobre todos os procedimentos, e separei quase meio quilo de documento pra provar que eu não queria morar na Inglaterra (quero sim, confesso) e abandonar o país de maneira ilegal.

O percurso, saindo lá de casa, foi mais ou menos assim:
  1. Chegamos de carona com um tio meu.
  2. Despachamos as malas.
  3. Esperamos o embarque.
  4. Passei na primeira porta.
  5. Chegando na vistoria, deixei minha mala de mão e passei pelo treco de detecção de metal.
  6. Tudo certo, passei pelo cara que leu meu passaporte.
  7. Fila de embarque.
  8. Depois de mil anos, entro no ônibus.
  9. Somos levados até o avião.
  10. Embarque.

Dentro do avião da TAP - 1


Vim na classe econômica, é claro $$$$, num daqueles aviões de três fileiras. Fiquei na do meio mesmo, bem em cima da asa, para evitar o balanço do avião e não enjoar. Tinha uma TV passando filmes bem mahomenos (comédias ruins brasileiras, A Origem, Procurando Nemo, Alladin e uns filmes antiquérrimos.). O pessoal todo da TAP falava apenas português de Portugal, e confesso que eu não entendia uma vírgula do que era dito! Quando falavam em inglês era muito mais tranquilo de captar a mensagem haha.
O jantar foi servido depois de 30 minutos de vôo, e eu nem tava com fome ainda. Só tinha sono, muitíssimo sono. Aí eu dei uma beliscada no arroz e desmaiei. Quando abri os olhos minha comida tinha sido... levada. -_-


O mesmo aconteceu com o lanche de café da manhã. Num segundo ele estava lá, no outro não estava mais. E o pessoal do vôo era bem ríspido. Os caras da polícia federal no aeroporto eram mais simpáticos, sério. Nunca levei em consideração quando diziam que o brasileiro é um povo acolhedor e que isso faz falta etc. etc. Mas, depois de ver como o pessoal age no aeroporto no Brasil, em Portugal e depois na Inglaterra, estou certa de que o mais azedo brasileiro ainda é mais simpático do que o pessoal com que tive de lidar até agora.

Conexão Portugal

Chegando em Portugal nós passamos de novo pelo calvário da revista de malas, detector de metal bla bla bla. Nosso vôo atrasou pra chegar, o que atrasou a conexão. Mas não o suficiente para perdê-la. Fomos os últimos a chegar, para só então poder entrar no ônibus que levava ao novo avião.

Dentro do avião da TAP - 2

O avião de Lisboa para Londres era beeem inferior ao primeiro. Eram apenas duas fileiras de três bem apertadinhas. E, para meu azar, um grupo de portugueses torcedores de algum time de futebol estava lá fazendo festinha. Pareciam um grupo de viciados em cafeína completamente loucos em abstinência. Somado a isso, um neném chorava sem parar na parte da frente.
Eu ficava só olhando essa telinha pra ver que horas chegaria!
O pior, porém, foi o pão com carne e ovo que deram pra gente de café da manhã. Tá louco, quem consegue comer isso dentro de um avião? O fedor do ovo cozido empesteou o ar e foi um sacrifício aguentar sem vomitar até o final da rota. Deus me ajude!

Chegando em Londres e a Imigração

Nunca tinha ouvido falar sobre a famigerada fila da imigração. Achei que a gente ia passando como boiada pela fronteira e daí puxavam alguns infelizes sorteados para a entrevista. Na verdade, todos devem passar pelas fileirinhas de perguntas, e comigo não foi diferente. Peguei o meio quilo de justificativas e parei lá de frente para o entrevistador, 2 horas depois de espera:
- O que você veio fazer aqui?
- Turismo.
- Você já veio na Inglaterra antes?
- Não, minha primeira viagem pra fora do Brasil, na verdade.
- Sério? Seja bem vinda! Você sabe como chegar no seu destino?
- Sei sim, obrigada.
Fim.

Quê? Eu realmente passei noites acordada sonhando com minha deportação, juntando documentos e memorizando trechos de respostas e cenas de novela para implorar por minha estadia para lidar com esse diálogo economizado? Que decepção!

Bem, pelo menos eu passei. E achei bem estranho isso, já que do outro lado havia uma quantidade enorme de pessoas paradas dentro de um cercadinho. Todos mais ou menos lembrando muçulmanos, pelas roupas, e africanos, pela cor da pele. Mas não cheguei a perguntar, nem tive tempo de bizoiar para ver se pegava algum cochicho do que estava acontecendo.

Depois que acabou esse processo pude finalmente reaver minha mala. E ninguém nem conferiu se eu tava pegando a minha mesmo. Podia ter catado umas 30 que ninguém nem notaria. É muita confiança nos outros, eu ein!? (ou será a síndrome do gato brasileiro escaldado? haha!)

Enfim, depois dessa novela de quase 13 horas, entrar na Inglaterra e finalmente chegar onde estarei hospedada (que só encontrei depois de 2 ônibus e 3 trens) foi um baita alívio. Realmente não nasci pra vida de ermitão. Gosto do chão bem paradinho debaixo dos meus pés, e um lugar pra chamar de porto seguro. Acho que essa maratona só encaro de novo quando o teletransporte for inventado (e só de pensar no trabalho que vai ser voltar pro Brasil, já fico cheia de preguiça...).

E é isso! Qualquer coisa só adicionar no Snapchat (lazhiral) que vou postando mais 9dades!
<3 

7 comentários :

  1. Waaa Laurinhaaaa que lindo❤️
    Conte tudo, poste fotos, conte sobre preços TUDO
    Estou ansiosa para ler mais(^∇^)(^∇^)
    Diariodelolivlet.blogspot.com.br

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    1. Hahah pode deixar que vou postando sim! <3 Obrigada, Lolivlet!

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  2. Nunca olharam pra ver se eu estava com minha mala mesmo, em lugar nenhum (nem Brasil, nem Europa, nem EUA nada)! E ainda tem aeroporto que o lugar de pegar mala é acessível a todas as pessoas! Qualquer um que quiser entrar no aeroporto mesmo!

    Onde mais você vai?

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    1. Quê???? Que loucura isso! uhauhauha é muita liberdade pro meu gosto. Hahaha

      Vou ainda por algumas cidades dentro da Inglaterra e ficar pelo Reino Unido mesmo. Pela Europa já parei de rodar uhauhauh

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    2. Eu também achei demais! Fiquei super receosa de alguém ter pego minha mala!

      Ahh, entendi! Da próxima vez vá a Florença! E acho que você gostaria daqui da Escandinávia também! ;)

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  3. Nossa Laurinha, sou igual a você! Odeio viajar de avião! Sempre me pego falando com minha mãe que meu sonho seria um teletransporte hahaha
    Mas vale a pena a viagem, né? Deve ter sido maravilhoso! Também quero ir para o exterior um dia!

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    1. Ahahaha! Valeu o sofrimento das mil horas dentro do avião, sem dúvida! Mas só de pensar em entrar num de novo eu já fico derretida de preguiça huahuahuahua

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